Patrimônio em pauta: doces de Pelotas

Você conhece os bens imateriais do Rio Grande do Sul? As Tradições Doceiras da Região de Pelotas foram reconhecidas como patrimônio cultural brasileiro pelo IphanGovBr em 2018 e registradas no Livro dos Saberes. São duas as tradições que formam esse conjunto de saberes.

A tradição de doces finos se desenvolveu historicamente no espaço urbano de Pelotas, hoje conhecida como capital nacional do doce. Elemento importante de refinamento e sociabilidade nas casas abastadas, esse ofício passou por intercâmbio com os saberes das mulheres escravizadas e suas descendentes, que trabalhavam nas casas dos senhores. À época, a economia de Pelotas vivia um período de impulsionamento devido ao charque. Mais tarde, com a decadência do charque, passaram a ser vendidos pelas mulheres negras para o sustento das famílias abastadas.

Junto à tradição dos doces finos, há na região também a tradição dos doces coloniais, nas zonas rurais do município. Repassado de geração a geração, o ofício doceiro, baseado nas frutas locais, representa para muitas famílias a continuidade dos saberes ancestrais de seus antepassados, ganhando força também nas áreas rurais da cidade, entre os produtores de frutos. Antigamente produzidas para consumo familiar, passaram a ser produto de agro-indústrias.

Segundo o Iphan, “Por diversos caminhos, ambas tradições se mantêm vivas, renovadas pela criatividade de seus detentores, combinando a preservação de saberes legados por gerações passadas com a ampliação de seus sentidos e significados, no tempo presente.” Em 2013, o cineasta Boca Migotto lançou o documentário longa-metragem “O Sal e o Açúcar”, levando ao cinema a tradição dos doces finos de Pelotas. Assista ao filme clicando neste link.

Foto – Gustavo Mansur/Iphan

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